978-84-9012-553-3_c119.02.2016

O Centro de Estudos Brasileiros acolhe na próxima sexta-feira, 19 de fevereiro, às 12h30, a apresentação do livro “Manuel Bandeira en Pasárgada”, editado pela professora Ascensión Rivas Hernández e publicado por Ediciones Universidad de Salamanca. O livro é o resultado das Jornadas Literárias celebras em outubro de 2014 em colaboração com a Academia Brasileira de Letras e conta com o apoio e patrocínio da Junta de Castilla y León e da Fundação Cultural Hispano-Brasileira.

Manuel Bandeira (Recife, Pernambuco, 1886 – Rio de Janeiro, 1968) é um dos mais importantes líricos do Brasil, provavelmente o primeiro se aceitamos a fundamentada opinião de José Guilherme Merquior. Tradutor, ensaísta, crítico literário e poeta, Bandeira pertenceu à chamada «Geração de 1922» ou «Primeira Geração do Modernismo Brasileiro». Conhecedor da poesia do seu país, do simbolismo francês, do romantismo alemão e da tradição portuguesa, cultivou um estilo pessoal que complementou com uma vasta cultura. Bandeira é autor de uma ampla obra. Entre a produção poética cabe destacar A Cinza das Horas (1917), Carnaval (1919), O Ritmo Dissoluto (1924), Libertinagem (1930) e Estrela da noite (1936). Como prosista escreveu biografias, crênicas, obras teóricas sobre literatura brasileira e hispanoamericana e um livro extraordinário – Itinerário de Pasárgada (1954) – que é uma autobiografia literária, a primeira que foi publicada no Brasil, e que é fundamental, não só para compreender a evolução inteletual de Bandeira, mas também para conhecer a história da poesia brasileira e inclusive da literatura do país.

Neste livro, de título eminentemente bandeiriano e ao mesmo tempo metafórico, queremos situar o poeta nessa cidade privilegiada e extraordinária, construída por ele como refugio às dificuldades da vida. O leitor encontrará nas suas páginas trabalhos gerais sobre Bandeira e sua obra, sobre sua presença na história da Literatura brasileira ou sobre seu brasileirismo; mas também sobre sua raíz portuguesa, suas traduções de autores de outras línguas, suas dívidas com a poesia francesa, suas relações com a literatura em língua espanhola e outras literaturas europeias e americanas, a leitura que fez dos clássicos, sua afinidade com o cinema ou a importância de Pasárgada em sua vida e obra. E encontrará, igualmente, comentários de poemas que explicam seu profundo conhecimento de outras culturas e a importância da morte em sua produção, sem esquecer a trascendência de algumas obras em prosa.

A entrada é livre até completar a lotação.

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