g_Marco Sanchez - cartaz A318.02.2019

No próximo 18 de fevereiro, às 12h00, o Centro de Estudos Brasileiros inaugura a exposição “Arquitectura colonial brasileña (1500-1822)”, do fotógrafo Marcos Sanchez, um dos quatro selecionados no programa de Residência Artística de Fotografia 2019.

O Brasil, no Novo Mundo, com suas dimensões continentais e uma história recente se comparada ao Velho Mundo, possui muitas cidades fundadas durante o período Colonial português (1500 – 1822), porém nem todas têm um núcleo histórico tão bem preservado como as retratadas nesta exposição.

Paraty reúne um dos conjuntos arquitetônicos coloniais mais bem conservados. Localizada ao sul do estado do Rio de Janeiro, a cidade foi o ponto de partida do Caminho Velho da Estrada Real, o primeiro caminho aberto oficialmente pela Coroa Portuguesa, que comunicava a região das minas com o litoral. Como foi construída ao nível do mar, com a subida das marés, parte da cidade se inundava, formando belos espelhos de água, que são uma das particularidades da paisagem local. As fotografias que formam parte desta exposição foram tomadas em janeiro de 2016 e em junho de 2017, quando o autor teve a aa oportunidade de registrar o centro histórico de Paraty com poucos transeuntes e sem tráfego.

Em setembro de 2016, acrescentou ao projeto o extremo final da Estrada Real, localizado na cidade mineira de Diamantina, um dos pontos de extração de diamantes que enchiam os cofres portugueses durante o período colonial. Em julho de 2018, incluiu os registros da cidade de Tiradentes (Minas Gerais), localidade situada próximo ao ponto central da Estrada Real e da sede do governo da Capitania de Minas Gerais, a cidade de Ouro Preto. Finalmente, acrescentou à esta exposição as fotografias tomadas, em 2018, da capital baiana, Salvador. A cidade é conhecida internacionalmente pelo carnaval, seu povo acolhedor, e o famoso bairro do Pelourinho, patrimônio Mundial pela UNESCO desde 1985.

Certamente, outras cidades históricas brasileiras poderiam estar aqui fotografadas, como Ouro Preto, Mariana, São João Del-Rei ou Congonhas, todas em Minas Gerais. Talvez, Pirenópolis, em Goiás; ou São Luís no Maranhão; Olinda, em Pernambuco, e tantas outras pelo Brasil afora. Sem dúvida, Sem dúvida, isso é um sinal de que esse trabalho está apenas começando, mas, mesmo assim, permitirá que todos os visitantes desta exposição apreciem a beleza e o bom estado de preservação de uma parte significativa da arquitetura do período colonial brasileiro.

Marcos Sanchez, engenheiro eletrônico de formação, sempre teve a fotografia como a melhor forma de registrar as viagens e os lugares por onde passou. Uma máquina nova e um curso de fotografia transformaram o hobby em paixão. A engenharia ficou no passado e, agora, a sua única preocupação é desenvolver imagens para o mercado de decoração e impressão Fine Art, realizando seu próprio tratamento das imagens. As fotografias que realiza são coletadas em viagens ou nas caminhadas semanais que faz com grupos de amigos fotógrafos pela cidade de São Paulo, o que explica o gosto pelas formas arquitetônicas e corretamente alinhadas (isso, talvez, por culpa do lado engenheiro do passado), e também pela busca de cenas do cotidiano street, muito utilizadas no universo fotoclubístico. Somam-se a esse conjunto, entre outras coisas, séries de splashes colhidos de forma macro, retratos Steampunk e variadas imagens de natureza que se adaptam muito bem a diversos ambientes. Paralelamente, ministra cursos de fotografia e tratamento de imagens, e atua como colaborador exclusivo da iStock/Getty Images.

A exposição estará aberta a visitação no Palácio de Maldonado (Plaza de San Benito, 1) de 18 de fevereiro a 15 de março de 2019, de segunda a sexta-feira, de 09h00 às 14:00 horas. A entrada é gratuita.

Tagged with:
 

Plaza de San Benito, 1 37002 Salamanca T +34 923 294 825 F +34 923 294 587